As mulheres passaram por muitas provações sociais desde que começaram a se inserir no mercado de trabalho. A partir daquele momento, elas dão um grande passo para não serem apenas donas de casa e mães, mas também passam a se mostrar uma peça fundamental.

Por isso, diante da perspectiva educativa, é mais do que válido falar a respeito dos seus feitos para que a qualidade de ensino fosse ainda melhor e mais inclusiva. Abaixo, conheça algumas das grandes personalidades da área.

Anne Sullivan

Mulheres que se destacaram na educação

Anne Sullivan foi uma educadora estadunidense que ficou extremamente conhecida por ter ensinado a jovem Helen Keller a ler, escrever e se comunicar que era cega e surda. Por meio de seu trabalho, foi possível fazer com que a garota compreendesse a língua de sinais apenas utilizando o tato.

A professora também era deficiente, o que torna seu feito ainda mais notável. Muito embora tenha ficado quase cega, ao realizar diversos procedimentos cirúrgicos, conseguiu recuperar alguns graus de sua visão.

A professora tinha um dom natural para ensinar, tanto que todos ficavam extremamente surpresos com o modo com o qual a jovem Helen aprendia. Sendo assim, Anne foi uma das primeiras professoras a atribuir maior visibilidade para alunos com deficiência, mostrando que as barreiras da visão e da audição podem ser quebradas por meio do esforço.

Para os que têm maior interesse na história, é possível assistir ao filme “O Milagre de Anne Sullivan”, que narra todo o processo em detalhes de sua vida e sobre como ela conseguiu ensinar, com maestria, a aluna Helen Keller.

Dorina Nowill

Mulheres que se destacaram na educação

Dorina é brasileira e nos impressiona grandemente pelos seus feitos. Nascida no dia 28 de maio de 1919, ela perdeu sua visão aos 17 anos, vítima de uma doença que nunca foi diagnosticada. No entanto, essa barreira que surgiu em sua vida não foi o suficiente para pará-la.

Atualmente, é conhecida como a primeira aluna cega a frequentar um curso regular na Escola Normal Caetano de Campos. Sendo assim, conseguiu uma integração para outra garota com deficiência visual, permitindo que ela também conseguisse ter uma oportunidade de estudar.

Alguns anos depois, Dorina também teve grande influência na elaboração da Lei de Integração Escolar, que só veio a ser regulamentada no ano de 1956. Dessa forma, alunos com deficiências, enfim, teriam o direito de ingressar nas escolas e receber uma educação igualitária.

Dorina ainda foi um pouco além após perceber a carência de livros em braille no nosso país. Foi aí que criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, iniciando suas atividades no dia 11 de março de 1946. Para se ter uma ideia de sua fama e contribuição, o cartunista Maurício de Souza criou a personagem “Dorinha” como uma forma de homenageá-la.

Emília Ferreiro

Emília Ferreiro

Emília Ferreiro é uma psicolinguista argentina que revolucionou a alfabetização por meio de mecanismos onde as crianças podem aprender a ler e a escrever de maneira mais simples e objetiva. Dessa maneira, conseguiu mudar a percepção de muitos educadores, fazendo com que eles revissem os métodos antes utilizados.

Sua atuação foi tão importante que se tornou capaz de influenciar as normas antes estabelecidas pelo governo na área de Parâmetros Curriculares Nacionais. Por meio de suas obras, ela mostra como é o processo de aprendizado das crianças, fazendo com que os educadores tenham conclusões distintas das tradicionais.

Por seu trabalho, é possível notar que as crianças possuem um papel muito ativo na questão do aprendizado. Elas são capazes de construir o próprio conhecimento, fazendo com que o foco da escola seja transferido para o aluno em si, e não para as metodologias que eles acreditam funcionar.

Emília Ferreiro criticou a alfabetização tradicional porque julgava as capacidades de uma criança a aprender a leitura e a escrita utilizando avaliações de percepção e motricidade. Sendo assim, todo o aspecto do aprendizado ficava externo no quesito da escrita.

Débora Seabra

Mulheres que se destacaram na educação

Débora Seabra é a primeira professora com Síndrome de Down em todo o Brasil. No entanto, para que pudesse atingir o seu tão desejado objetivo, passou por empecilhos, como agressões durante o magistério e, até mesmo, precisou fazer protestos para ter o direito de ensinar.

Com 20 anos de idade, Débora decidiu que o seu caminho era realmente a educação. Na época, ela passou por vários estágios experimentados em lojas, agências e até desfilou para uma butique. No entanto, foi quando ela conseguiu um estágio na educação infantil que finalmente se encontrou.

Ela sempre estudou em escolas de rede regular no Rio Grande do Norte. A sua genética não limitou os sonhos que ela desejava para si, sendo apoiada constantemente pelos pais. Assim que terminou o ensino médio, a jovem professora ingressou no curso de magistério por meio da Escola Estadual Professor Luiz Antônio, finalizando o curso em 2005.

Mesmo que tenha sofrido muito para conseguir chegar ao seu lugar de direito, Débora nunca abaixou a cabeça. Atualmente, ela é uma referência para muitos jovens com Síndrome de Down que possuem um sonho de fazer o Ensino Superior e que clamam, com urgência, pelo tratamento igualitário. 

As mulheres desempenham um papel fundamental em um âmbito educacional. Por isso, histórias como essas nos inspiram a fazer o nosso melhor, sem precisar desistir nas primeiras barreiras que aparecem.

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Sobre o(a) autor(a): Colégio Extensivo

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